Distúrbios alimentares são doenças psiquiátricas estando na sua origem a interacção de factores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais. Caracterizam-se, fundamentalmente, por alterações significativas do comportamento alimentar.
A maioria dos jovens, e em especial as raparigas, não estão contentes com o seu corpo. Um inquérito feito por técnicos de saúde da consulta de comportamento alimentar do Hospital de Santa Maria, que incluiu 770 universitárias, verificou que cerca de 55% da amostra queria perder peso, 12% encontrava-se a fazer dieta e cerca de 49% já tinha feito dieta. O que pode causar grandes desequilíbrios ao nível da saúde e da personalidade dos adolescentes e jovens adultos.
Costuma-se dizer que a grande causa dos distúrbios alimentares são as modas, mas é justo dizer que é a pressão cultural para a magreza. Hoje em dia cultiva-se muito a imagem e muitas vezes os media e a moda firmam padrões estéticos fora do alcance de um corpo normal e saudável. O facto de alguém não ter um corpo que se encaixe nesses modelos concebidos pela moda e pelos media, faz com que se sinta insatisfeito. Esta insatisfação leva à tomada de decisão de iniciar uma dieta. É pertinente referir que a dieta por si só não constitui uma condição suficiente para desencadear um distúrbio alimentar, mas é uma condição necessária, dado que não existem distúrbios alimentares sem dieta. São exemplos de distúrbios alimentares a anorexia e a bulimia.
São sinais de risco e de alerta, pois pode-se estar perante um distúrbio alimentar:
· Emagrecimento rápido sem causa aparente;
· Redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta);
· Desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente;
· Praticar exercício físico em excesso;
· Amenorreia nas raparigas e perda de erecção nos rapazes;
· Mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social);
· Desenvolvimento de comportamentos ritualizados à refeição (Ex: cortar a comida aos bocadinhos);
· Não assumir a fome;
· Grandes oscilações de peso;
· Comer frequentemente grandes quantidades de comida de forma compulsiva;
· Comportamentos compensatórios do ganho de peso (Ex: vómito)
· Utilização de laxantes ou diuréticos;
· Instabilidade emocional (alteração de humor).